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terça-feira, 23 de outubro de 2012

As mudanças socioeconômicas provocadas pela Revolução Industrial

 

Introdução

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Desde os primeiros tempos, o homem se fez capaz de transformar as matérias-primas em produtos necessários à sua sobrevivência. Controlava, assim, os meios de produção e todas as etapas desta, até que chegasse ao almejado produto final. Durante a Idade Média, surge a manufatura artesanal, ainda que esta não possuísse as características da atualidade. Os artesãos associaram-se em guildas, assim como os mercadores em hansas, em pequenas unidades produtoras nas quais ainda dominavam todas as fases da produção. Assim, o artesão era conhecedor do valor e tempo gastos, bem como da habilidade necessária para se produzir um artigo qualquer.

Durante a Idade Moderna, entretanto, este quadro sofreu uma drástica modificação. A Inglaterra, pioneira na industrialização, reuniu uma série de aspectos que favoreceram o nascimento de tal revolução. Entre eles, destacam-se:

· A abundância de matérias primas e mão de obra

· O alargamento do mercado

· Classes sociais dotadas de mentalidade ativa e empreendedora

· Condições geográficas favoráveis

· Avanço tecnológico

· Apoio governamental

· Acumulação de capital pela nobreza e burguesia, através de agricultura e comércio, respectivamente.

Mas, a partir da Revolução Industrial no século 18, uma nova forma de produção e de vida estava assinalada para a humanidade. A burguesia industrial ansiava por maiores rendimentos, menores custos e uma produção veloz, e em vista disso, procurou por opções a fim de alcançar seus objetivos. Surge assim a maquinofatura, ou seja, a substituição do homem pela máquina, aumentando a produtividade das manufaturas e desvalorizando o trabalho humano.

As mudanças socioeconômicas

provocadas pela Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industrial ficou caracterizada por dois importantes aspectos: a descoberta das vantagens do uso de algumas matérias-primas (carvão como fonte de energia, ferro para a construção de maquinário e algodão para a produção têxtil) e o desenvolvimento da máquina a vapor e a implantação das ferrovias. Estes dois aspectos favoreceram não somente o âmbito da produtividade e a velocidade no escoamento da produção, também colaboraram no êxodo da população rural, em direção às cidades.

A migração para as cidades levou esta multidão de homens, mulheres e crianças ao emprego nas fábricas, ainda que as condições de trabalho fossem extremamente desfavoráveis. Assim, além de alienados da totalidade das etapas da produção, estavam submetidos a jornadas de trabalho sobre-humanas; ambientes insalubres, mal iluminados e sujos; baixos salários; ausência de direitos trabalhistas; sujeitos a castigos físicos; entre outros.

Segundo a ótica de Karl Marx, uma mudança fundamental estabeleceu-se na relação entre o homem e o trabalho. O trabalhador das indústrias estava subordinado ao processo das máquinas, sendo as últimas as protagonistas no processo produtivo. Há, assim, a desvalorização do próprio ser humano em detrimento à máquina.

Em vista deste quadro funesto, as revoltas da classe trabalhadora foram uma consequência natural mediante condições tão adversas. Surgem assim os movimentos operários, bem como os primeiros grupos feministas, buscando maiores direitos e melhores condições. Algumas revoltas tiveram um caráter extremamente violento, a exemplo das pontuadas pela presença ludista.

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Em 1824, na Inglaterra, são criados os primeiros centros de ajuda mútua e de formação profissional, especialmente os conduzidos pelos semi-oficiais. Todavia, somente em 1833 é que emergem os sindicatos (trade unions) oriundos da luta da classe operária e sua busca por melhores condições trabalhistas. Seus principais representantes localizavam-se em Lancashire, Yorkshire e Manchester.

Outros sindicatos, a exemplo dos ingleses, surgem nos anos que se seguiram na França, nos Estados Unidos e na Alemanha. A grande verdade, porém, é que estes sindicatos não incutiam um receio descomunal na classe patronal, mas puderam dar a chance de fortalecimento da classe trabalhadora e suas reinvidicações.

Da organização inicial destes sindicatos, originam-se outros movimentos e ideologias, muitos de ordem não apenas social, mas política. Destacam-se, assim o movimento cartista, o socialismo utópico, o socialismo científico, o anarquismo e o socialismo cristão.

Todavia, ainda que muitas vezes os efeitos do processo de Revolução Industrial tenham sido severos e prejudiciais, não pode se afirmar que absolutamente todos os resultados tenham sido desastrosos. A Ciência ganhou novo impulso – bom exemplo disso são os cientistas autodidatas como Michael Faraday, Lord Kelvin e Benjamin Franklin. Além disso, tanto a ferrovia, quanto os meios de transporte que se seguiram, encurtaram as distâncias e levaram o processo de comunicação a uma extrema velocidade. E, por outro lado, fizeram com que surgissem indivíduos capazes de questionar sobre os seus próprios direitos e que estivessem aptos a apontar sobre o que lutar.

Referências

Revolução Industrial. Disponível em: < http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-industrial.htm>. Acesso em: 14.Set.2011.

Revolução Industrial, Evolução da Indústria do Vestuário e Tecnologia Têxtil: Onde a Função Encontrou a Moda – Parte 1/3. Disponível em:

< http://queilaferraz.fashionbubbles.com/historia-da-moda/revolucao-industrial-e-industrializacao-do-vestuario-onde-a-funcao-encontrou-a-moda-parte-1/>. Acesso em: 14.Set.2011.

Revolução Industrial. Disponível em:

< http://www.suapesquisa.com/industrial/>. Acesso em: 14.Set.2011.

Revolução Industrial. Disponível em:

< http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/revolucao-industrial/revolucao-industrial.php>. Acesso em: 14.Set.2011.

O ludismo. Disponível em:

< http://www.suapesquisa.com/industrial/ludismo.htm>. Acesso em: 14.Set.2011.

As reações operárias e a formação das trade unions. Disponível em:

< http://www.colegioweb.com.br/historia/as-reacoes-operarias-e-a-formacao-das-trade-unions.html>Acesso em: 14.Set.2011.

Revolução Industrial. Disponível em:

< http://www.portalbrasil.net/historiageral_revolucaoindustrial.htm>. Acesso em: 14.Set.2011.

Revolução Industrial. Disponível em: < http://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/revolucao-industrial.htm >. Acesso em: 14.Set.2011.

Imagens

1. Colonização inglesa. Disponível em:

< http://www.brasilescola.com/upload/e/Colonizacao%20Inglesa%20-%20BRASILESCOLA.jpg>. Acesso em: 14.Set.2011.

2. Mulheres da Women's Trade Union League - EUA. Disponível em:

< http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Nf4020e53/5280653_B04d6.jpeg>. Acesso em: 14.Set.2011.

3. Ludismo. Disponível em:

< http://2.bp.blogspot.com/_xgpWkazAOTA/Sib6P_pW_PI/AAAAAAAAAJ4/1cpnCKMpdV4/s400/Ludismo.JPG>. Acesso em: 14.Set.2011.

3. Antiga hacienda mexicana. Disponível em: < http://www.brasilescola.com/upload/e/Hacienda%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg>. Acesso em: 06.Set.2011.

4. Colonos ingleses na América. Disponível em: < http://3.bp.blogspot.com/_uZ36BDz9F6g/S6QAQDEck5I/AAAAAAAAAgc/nHlnNpP9HVY/s1600/t045175b6zc.jpg>. Acesso em: 06.Set.2011.

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